quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Um novo recomeço!
Não ta sendo época fácil.. Escrever aqui me agrada e me acalma. Só vou continuar desde o último post que eu fiz...
Depois de anos morando com a minha tia Dismar (não é facil falar dela) minha vida não melhoro, mas também não piorou, pois continuava na mesma. Passei muitos anos morando com ela e porisso falo que ela é um ajo que entro na minha vida mas nem porisso a vida com ela era fácil. Na verdade nunca foi, não por ela mas sim pelo marido dela. Ele sim não merecia nem dó das pessoas. Cretino, ah ele sim.. Por causa dele eu e meus primos presenciamos cenas terríveis de brigas naquela casa. Minha tia tinha 3 filhos: Cleudiane, Vanieli e Emer-Runio, la todos nós moravamos juntos.
Maioria dos dias de todos la se rezumia em brigas da minha tia com o marido dela Fernando. Brigas por causa que ele traía ela e ela não aceitava mas mesmo assim perdoava. Nós tinhamos nossos momentos felizes, mas nesses momentos o Fernando nunca estava presente. Posso dizer que ele NUNCA estava presente, nunca mesmo.
Lembro direitinho que quando eu tinha 7 anos minha tia e o Fernando teve uma briga feia onde se resultou em policia e em uma separação. Fernando havia saído de casa. Naquele momento parecia que a paz pairava no ar, e nem os filhos dele não ficarão chateados pois nó sabiamos que com ele ali nós não eramos felizes. Mas só que mais uma vez parece que minha tia foi burra. Depois de um ano ela o perdoou novamente e ele voltou pra dentro de nossos lares.
Lembro de um dia, um dos dias onde eu fiz mais uma promessa. Eu e minhas primas eramos irmãs porque morava com elas desde os meus cinco anos de idade, então eram as minhas únicas referências de irmãs, e como todas as irmãs nós tinhamos brigas e em especial nesse dia acabei chingando minha prima mais velha a 'Cleu' de uma coisa muito feia. em casa estava somente eu, meus primos e o Fernando. Ele não gostou do que eu falei e naquele dia ele me bateu, claro que ele ja tinha me batido antes mas dessa vez foi pra valer. Na minha opinião ele deveria corrigir as duas, mas bater nunca foi a melhor opção. Mas naquele dia.. Naquele dia ele pegou um cinto de couro e me batia, parecia que nem via o que ele tava fazendo. A cada batida eu sentia o couro dilacerando a minha pele como se fosse navalha quente. Os meus gritos não amolecia aquele homem sem coração.
Quando minha tia chegou da igreja me encontro no canto, chorando, então eu contei o que havia acontecido, e com raiva disse que ia chamar a policia pra ele pois aquilo era desumano, mas como sempre parecia que minha tia insistia em proteje-lo. Eu não entendia. Uma vez na igreja o pastor havia dito que para as pessoas irem para o céu elas precizavam serem perdoadas de todas as coisas que fizeram na terra. Nesse dia surgiu mais uma promessa de uma criança, uma garota. Naquele dia eu prometi que jamais o perdoaria. Pois aquelas masrcas ficariam em minha pele por muito tempo e não me deixaria esquecer.
Outro dia quase o mesmo episodio se repetiu, mas dessa vez não foi por brigas ou chingamentos, parecia que ele deixava pra fazer as coisas dele apenas quando minha tia não estava. Dessa vez ele estava na casa da minha tia Izabel que era no quarteirão de cima. Dessa vez foi apenas porque eu tomei banho tarde da noite. Ele me esperou sair do banhiro. Eu estava molhada, aainda enrolada na toalha mas ele não quis esperar, pegou uma vara verde onde batia, batia, batia e batia cada vez mais. Parece que ele sentia prazer em fazer aquilo e dessa vez as marcas foram mais profundas, dessa vez deu pra avistar o sangue na pele. Dessa vez eu tinha a plena certeza de que eu o odiava.
Mas não ache que isso era somente comigo, acontecia também com a minha prima mais velha a 'Cleu'. Em toda sua vida ele não cansava em dizer que não gostava dela. Como pode um pai odiar seu fruto? Como um pai pode odiar sua filha? Essas são as pergunatas que eu deixo no ar pois essas eu não sei responder.
Dias, semanas e meses se passsavam e a cada dia a mesma rotina. Um dia minha tia pos na cabeça que queria mudar de cidade mas todos la em casa não concordava com isso, nem eu. Eu não queria, nem um de nós queria. Eu não sabia como eu ia fazer para me despedir das minhas amigas na escola. Eu tinha apenas 8 anos e apesar de não gostar muito de ir pra escola, lá era o lugar onde eu me sentia bem e que eu conversava com as minhas amigas.
Eu tinha acabado de fazer 9 anos e de um dia pro outro minha tia decidiu que ia mudar mesmo. Nós nos despedimos de nossos familiares que ali naquela pequena cidade morava, arrumanos as nossas malas e dali saímos, e quem sabe comecariamos uma nova vida. Então fomos pra Uberlândia/MG.. Ali eu queria uma nova vida!
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