Diario de uma Adolescente em Crise
sábado, 8 de dezembro de 2012
Em Uberlândia =]
Ao chega em Udia só os ares da cidade ja me faziam bem. Mesmo que a gente não tivesse trazido todas as coisas e nem todas as camas la eu me sentia que estava feliz. O marido da minha tia não tinha ido com a gente, não por inquanto, deve ser porisso o motivo de tanta felicidade! Eu nunca escondi, nunca precisei, todos sabiam que ele não me agradava, eu não gostava dele, nunca gostei.
Um Uberlândia tudo era diferente, os lugares, as pessoas, o ar. Cidade grande é outra coisa.
Logo depois de umas 2 semanas o Fernando foi, mas pra mim não mudou nada. Aprendi a ignorá-lo assim como todo mundo. Pra mim ele era somente mais um estranho que estava dentro de casa. Quando eu ia falar com ele eu não o chamava de tio e muito menos pelo seu nome, eu simplesmente falava "Ou" e era assim. Passamos 3 meses morando em uma casinha de colônia que tinha 2 quartos, uma sala, cozinha e banheiro. Mas não tenho do que reclamar era bom, eu gostava.
Depois de 3 meses nó mudamos e fomos morar em outra casa, uma mais perto de um terreno onde minha tia estava construindo a tão sonhada casa própria. Desde que nó mudamos para uberlândia esse era o sonho dela, sua acasa, sua própria casa pois ela havia largado tudo para tras pra poder morar em Udia, havia vendido sua casa que tinha em Jaboticabal, tudo pra começar uma vida nova.
Estava tudo muito perfeito, perfeito até demais ai veio outra falcatrua do Fernando e lógico la ia mais uma briga. Mas dessa ves PARECIA que minha tia tava determinada, ela chorava, não aguentava mais. O mandou embora de casa e disse que la ele não ficava mais. Ele pegou algumas coisas dele e foi embora para um outro bairro mas mesmo assim continuava enfernizando as nossas vaidas, mas ja de não ter a presença dele por perto ja era uma grande coisa. Eu ja me sentia bem, até o ar parecia que era outro. Mas depois de um tempo ele voltou. Era assim várias veses eles brigavam, ela o colocava para fora de casa, mas como sempre ela o asceitava devolta.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Um novo recomeço!
Não ta sendo época fácil.. Escrever aqui me agrada e me acalma. Só vou continuar desde o último post que eu fiz...
Depois de anos morando com a minha tia Dismar (não é facil falar dela) minha vida não melhoro, mas também não piorou, pois continuava na mesma. Passei muitos anos morando com ela e porisso falo que ela é um ajo que entro na minha vida mas nem porisso a vida com ela era fácil. Na verdade nunca foi, não por ela mas sim pelo marido dela. Ele sim não merecia nem dó das pessoas. Cretino, ah ele sim.. Por causa dele eu e meus primos presenciamos cenas terríveis de brigas naquela casa. Minha tia tinha 3 filhos: Cleudiane, Vanieli e Emer-Runio, la todos nós moravamos juntos.
Maioria dos dias de todos la se rezumia em brigas da minha tia com o marido dela Fernando. Brigas por causa que ele traía ela e ela não aceitava mas mesmo assim perdoava. Nós tinhamos nossos momentos felizes, mas nesses momentos o Fernando nunca estava presente. Posso dizer que ele NUNCA estava presente, nunca mesmo.
Lembro direitinho que quando eu tinha 7 anos minha tia e o Fernando teve uma briga feia onde se resultou em policia e em uma separação. Fernando havia saído de casa. Naquele momento parecia que a paz pairava no ar, e nem os filhos dele não ficarão chateados pois nó sabiamos que com ele ali nós não eramos felizes. Mas só que mais uma vez parece que minha tia foi burra. Depois de um ano ela o perdoou novamente e ele voltou pra dentro de nossos lares.
Lembro de um dia, um dos dias onde eu fiz mais uma promessa. Eu e minhas primas eramos irmãs porque morava com elas desde os meus cinco anos de idade, então eram as minhas únicas referências de irmãs, e como todas as irmãs nós tinhamos brigas e em especial nesse dia acabei chingando minha prima mais velha a 'Cleu' de uma coisa muito feia. em casa estava somente eu, meus primos e o Fernando. Ele não gostou do que eu falei e naquele dia ele me bateu, claro que ele ja tinha me batido antes mas dessa vez foi pra valer. Na minha opinião ele deveria corrigir as duas, mas bater nunca foi a melhor opção. Mas naquele dia.. Naquele dia ele pegou um cinto de couro e me batia, parecia que nem via o que ele tava fazendo. A cada batida eu sentia o couro dilacerando a minha pele como se fosse navalha quente. Os meus gritos não amolecia aquele homem sem coração.
Quando minha tia chegou da igreja me encontro no canto, chorando, então eu contei o que havia acontecido, e com raiva disse que ia chamar a policia pra ele pois aquilo era desumano, mas como sempre parecia que minha tia insistia em proteje-lo. Eu não entendia. Uma vez na igreja o pastor havia dito que para as pessoas irem para o céu elas precizavam serem perdoadas de todas as coisas que fizeram na terra. Nesse dia surgiu mais uma promessa de uma criança, uma garota. Naquele dia eu prometi que jamais o perdoaria. Pois aquelas masrcas ficariam em minha pele por muito tempo e não me deixaria esquecer.
Outro dia quase o mesmo episodio se repetiu, mas dessa vez não foi por brigas ou chingamentos, parecia que ele deixava pra fazer as coisas dele apenas quando minha tia não estava. Dessa vez ele estava na casa da minha tia Izabel que era no quarteirão de cima. Dessa vez foi apenas porque eu tomei banho tarde da noite. Ele me esperou sair do banhiro. Eu estava molhada, aainda enrolada na toalha mas ele não quis esperar, pegou uma vara verde onde batia, batia, batia e batia cada vez mais. Parece que ele sentia prazer em fazer aquilo e dessa vez as marcas foram mais profundas, dessa vez deu pra avistar o sangue na pele. Dessa vez eu tinha a plena certeza de que eu o odiava.
Mas não ache que isso era somente comigo, acontecia também com a minha prima mais velha a 'Cleu'. Em toda sua vida ele não cansava em dizer que não gostava dela. Como pode um pai odiar seu fruto? Como um pai pode odiar sua filha? Essas são as pergunatas que eu deixo no ar pois essas eu não sei responder.
Dias, semanas e meses se passsavam e a cada dia a mesma rotina. Um dia minha tia pos na cabeça que queria mudar de cidade mas todos la em casa não concordava com isso, nem eu. Eu não queria, nem um de nós queria. Eu não sabia como eu ia fazer para me despedir das minhas amigas na escola. Eu tinha apenas 8 anos e apesar de não gostar muito de ir pra escola, lá era o lugar onde eu me sentia bem e que eu conversava com as minhas amigas.
Eu tinha acabado de fazer 9 anos e de um dia pro outro minha tia decidiu que ia mudar mesmo. Nós nos despedimos de nossos familiares que ali naquela pequena cidade morava, arrumanos as nossas malas e dali saímos, e quem sabe comecariamos uma nova vida. Então fomos pra Uberlândia/MG.. Ali eu queria uma nova vida!
O começo!
Nome:: Gabriela... Idade: 17 anos com os pés nos 18 o/
Metade das pessoas que eu conheço nem sabe que eu tenho esse diario. Mas esse é o meu último grito de socorro, meu apelo final, pra quem sabe eu parar de ter pesadelos á noite ou gritar, sabe? Desabafar um pouco.
To perto de quem eu amo mas ao mesmo tempo lonje. Estou separada do mundo, separada dos meus verdadeiros amigos. Escrever aqui nesse diario talvez seja uma das melhores coisas que eu faça, assim eu posso desabafar. Não que eu não confie nas pessoas que estão a minha volta pra contar, mas eu sou assim, prefiro assim. Você vai entender com o tempo... NOSSA QUE COISA A MINHA.. Tratando de você sendo que ISSO nem é uma pessoa! Mas pelo menos me sinto melhor!
Uma vez fiz uma pergunta pra minha tia: Porque 90% das pessoas famosas como pintores e escritores são famosos apenas depois que morrem.. Ela não soube me responder. Mas assim talvez quando eu morrer acham esse diário e ele possa quem sabe virar um livro.. ou um Best-Seller quem sabe. hahahahaha muito engraçado.. Até parece..
Não quero que você me ache chata. Por favor.. Mas quero começar a minha vida des do dia em que eu nasci, porque parece que desse dia meus momentos de paz são raros. Não que eu não tenha nenhum, mas eu tenho, tenho sim e muitos, mas como eu disse são raros. Mas na verdade acho que tudo começou antes mesmo de eu nascer..
Tudo começou quando minha mãe (Vânia) teve uma briga com meu vô (pai dela) antes mesmo de eu nascer. Minha família sempre foi grande, minha mãe veio de uma sequencia de 15 irmãos... O sobrenome da minha família todos reconheciam naquela pequena cidade de Jaboticabal/SP. Para onde ia se reconhecia o sobrenome BARROS. Mas acho que desde o dia em que eu nasci já tava escrito que não era pra mim ser reconhecida que por causa dessa briga da minha mãe com o meu avô eu não tive a honra de ter esse sobrenome "BARROS". Ai no dia 12 de janeiro de 1995 eu nasci e depois de três meses que eu fui registraada com o nome de GABRIELA PEREIRA DE SOUZA. Não acho o meu nome feio, até acho uma boa combinação porque nem sei onde eu colocaria o Barros ali.. "Souza" vem do meu pai PAULO SÉRGIO DE SOUZA. Não vo fala muito dele aqui porque confesso que não gosto muito dele.. Daqui a pouco se entende isso.
Desde piquena minha vida não era muito fácil, se rezumia de brigas e brigas com meu pai, o que não era muito agradável para uma criança.
Meu pai, siim meu pai, me usava com apenas 4 anos pra intregar drogas no portão na fraudinha. Alguns vizinhos viu e entregou pra policia. Então foi ai que fizeram a proposta pra minha mãe pra ela escolher entre mim ou meu pai. Lógico que ela escolheu a filha dela foi ai então que minha mãe depois de brigas e mais brigas um dia quando eu tinha apenas 4 anos minhã mãe não aguentava mais e foi embora comigo pra uma pequena cidade no interior de São Paulo chamada São Carlos.
Em 2000 estavam brigando pela minha guarda e estava chegou o dia da audiência então minha mãe teve que ir devolta comigo para Jaboticabal, e não iriamos voltar para nossa casa então fomos morar com uma das irmãs da minha mãe a Vanilde.
Em 1 de abril de 2000 meu pai fez uma ligação pra minha mãe e disse que queria me levar um Yougurt e uma bicicleta de presente porque quando foi meu aniversario ele não estava.
Quando ele chegou eu estava na rua brincando com uma coleguinha e minha mãe estava no carro ouvindo música. Eme me chamou e perguntou onde minha mãe estava, ele não tinha visto ela. Droga, droga eu poderia ter mentido, mas eu era tão pequena. Tinha apenas 5 anos afinal o que eu poderia imaginar?? Então eu fui e chamei ela. Quando ela viu que era ele me pegou no colo e foi conversar com ele.. Em meio a conversa uma discussão surgiu. Eu piquena criança estava apenas deitada em seus ombros.
Naquele dia ele fez o que ele sempre havia falado pra ela: SE VOCÊ NÃO FICAR COMIGO NÃO FICA COM MAIS NINGUÉM. Então foi em meio a essa discussão que eu e minha mãe apenas estava a rolar no chão, foi tudo tão rápido, e eu só ouvia tiros e derrepente só ouvi uma frase GABI CORRE e eu sem puder fazer nada corri e me escondi no banheiro como toda criança assutada.
Depois disso só lembro do velório. Isso sim, ele havia matado a minha mãe. Naquele dia eu fiz uma promessa que eu não tinha mais pai e que nunca mais eu veria ele na minha vida. Tão pequena e já cheia de magoas.
Logo após esse processo todo minha tia Dismar ganhou a minha guarda e fui morar com ela. Dai em diante o tempo foi passando e passando. E a tristeza no coração só aumentando!
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